Publicado por: Big_DJouse | dezembro 23, 2009

Sobre Avatar

Antes de mais nada, convém deixar claro que assisti a versão em 2D do filme. Ou seja, creio que aproveitei, no máximo, 50% da experiência do mesmo. Acho até que bem menos. Dito isto, vamos ao review.

A história do filme é bem conhecida. Quem assistiu Dança com Lobos ou o Último Samurai, já sabe bem como é a trama. Vou resumir aqui rapidão:

1 – Forasteiro com uma missão de espionar os nativos acaba sendo capturado por eles (em Avatar, Jake Sully não é bem capturado, mas a idéia é a mesma).

2 – Forasteiro começa a aprender sobre a cultura nativa e acaba se envolvendo com ela. Interesse romântico com nativa surge, claro.

3 – Forasteiro é finalmente aceito pela sociedade nativa, mas não sem antes passar por um ritual de iniciação.

3 – Guerra iminente entre o grupo do forasteiro e o grupo nativo.

4 – Forasteiro admite a espionagem do grupo nativo, como forma de provar sua lealdade para com eles. Claro que ele é tido como um traidor pelos nativos.

5 – Forasteiro assume papel de herói após recuperar confiança dos nativos.

6 – Guerra explode, com vitória dos nativos após adotar táticas e estratégias do forasteiro.

7 – Forasteiro, agora herói, decide viver para sempre entre os nativos. E então, final feliz.

Pronto, a história é essa aí. Contada e recontada em roliúdi uma porção de vezes. Então, o que faria você sair do conforto do seu lar para assistir este filme no cinema? Dou-lhe alguns:

Como já disse uma vez, o importante não é a história, mas sim como se conta ela. Aqui, temos a diferença. James Cameron usa muito o visual para fazer você se envolver com o drama dos Na’Vi (os nativos). A história se passa em Pandora, um planeta distante, cuja fauna e flora é riquíssima. Não dá para apreender todos os detalhes em uma só assistida. O mundo é realmente belo e tenho certeza que esse efeito é mil vezes realçado na exibição em 3D. Em pouco tempo de filme, você já se envolve com aquele mundo e sente muito mais quando ele começa a ser destruído pelos humanos. Eis o grande trunfo de Avatar. Acho até que a simplicidade da história foi intencional. Pra que desviar a atenção do público com uma trama complexa, se a grande estrela do filme é o próprio cenário?

Agora vamos às poucas críticas:

A primeira é sobre os Na’Vi. Se sobrou criatividade na criação de Pandora, faltou na criação deles. A cultura deles é chupada dos índios norte americanos. Vestimentas, religião, tecnologia, tudo. Até a linguagem tem algo de parecido. Seria interessante ver algo realmente diferente neles fora a aparência. Porém, vale a ressalva da qualidade dos CG. Tem certas cenas que não dá pra saber o que é real e o que é gráfico de computador.

A segunda crítica é mais birra minha mesmo, confesso. Mas aquele cabo USB que os Na’Vi têm na ponta de suas tranças… ah, não dá pra engolir não. Ok, a idéia é que tudo em Pandora é interconectado. Mas não dá pra vislumbrar uma evolução que tenha permitido o surgimento daquele órgão em praticamente todas as espécies, só para que existisse um meio de comunicação comum entre todas elas. Acho que um esquema de telepatia seria uma solução mais elegante, mas tudo bem, isso não diminui em nada a qualidade do filme.

Então, é isso aí. Para encerrar, sugiro que você vá assistir o filme e se possível, em 3D.

Sim, ia me esquecendo! Para quem já jogou Final Fantasy X, a floresta onde os Na’Vi moram é uma cópia de Macalania Woods. Se você já assistiu o filme, veja aí abaixo uma imagem e diga se não lembra:

Pandora??
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