Publicado por: Big_DJouse | abril 17, 2009

Sobre Arte

Estudiosos e filósofos de plantão, por favor me respondam:  o que é arte?

Eu acho que é algo que criamos para despertar emoções e sentimentos nos outros. Não é lá uma boa definição, mas me serve.  Mas se o sentimento e emoção despertada em mim fosse apenas o de pura estranheza? Algo do tipo “”que merda é esta?”. O que provocou isto ainda seria arte? Não sei, mas prefiro pensar que não.

Foi o que me aconteceu no começo deste ano. A prefeitura de João Pessoa montou apresentações de orquestras e grupos musicais na praia, de graça para o povão. Gostei muito do projeto, espero que se repita. Mas foi em uma destas apresentações que assisti a um grupo chamado Aguaúna.

Primeiro deixa eu trancrever um trecho do anúncio do grupo:

O propósito do grupo é resgatar a linguagem da espontaneidade na criação artística, utilizando o conceito da visualização de cenários míticos. O ‘Aguaúna’ mantém um laboratório de experimentação em seu local de ensaios para testar o limite e o alcance da estética da música de livre improvisação.

O que diabos era aquilo? No começo eles tocavam algo que me lembrava músicas indianas. Até aí tudo bem, existe um público para isso. Em especial a galera que faz yoga, acho que iria curtir bastante.

Depois foi piorando. Por exemplo, de cinco músicos no palco, cada um tocava um música diferente, ao mesmo tempo. Ou melhor dizendo, tiravam sons aleatórios de seus respectivos instrumentos. A cantora também fazia o mesmo com sua voz. Fazia alguns sons estranhos, parecendo mais aqueles exercícios para aquecer a voz que vemos alguns cantores fazendo e não raro pensamos que eles estão malucos. Música de livre improvisação é o caralho, me dêem qualquer instrumento que toco notas aleatórias tão bem quanto eles!

Em um certo momento do show, a cantora tira som de uma corda. Isso mesmo, de uma corda. Ela pega e gira a corda acima de sua cabeça. Em outro momento, o cara declama os seguintes versos, enquanto os sons aleatórios coninuam ao fundo: ” O que há entre o gnomo e a puliça?”.

Meu Deus! Parece uma apresentação de loucos! Se eles queriam despertar estranheza no seu público, conseguiram com louvor. Agora eu me pergunto se isto é arte. Acho que não. Pois quando você não consegue despertar nenhum sentimento, tudo que sobra é a estranheza.

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