Publicado por: Big_DJouse | fevereiro 11, 2008

Sobre RPG II

Aqui estou, voltando a um assunto que comentei há tempos: RPG. Leia meu post anterior, se não o fez antes (o que é bem provável).

Demorei um pouco para voltar a falar sobre RPG porque estava pensando nas loucuras que as pessoas comentam sobre o jogo por aí. Percebi finalmente que as críticas não são variadas, são apenas muitas. A grande maioria tem base religiosa. E se você é uma pessoa de bom senso, concordará comigo que não adianta rebater argumentos religiosos. É simplesmente inútil, já que eles vivem em uma realidade paralela da nossa. Só lamento que não exista uma punição em lei contra essa difamação causada pelos fundamentalistas idiotas, mas isso é outra história. Prosseguindo, só me resta agora rebater uma crítica: a de que o RPG pode gerar “loucos”. Sim, tem gente que gosta de vender esta idéia. E tem muita gente que, infelizmente, compra.

Surpreendentemente, não é preciso ir muito longe para rebater esta crítica seríssima. Se o RPG realmente fosse uma fábrica de loucos, então todo e qualquer ator da face da terra seria, automaticamente, maluco. Explico: se você leu meu primeiro post, então percebeu que o RPG seria uma versão muiticíssimo mais leve do teatro. Então, se supomos que um jogador que participa de partidas, digamos, uma vez por semana tem altíssimas chances de perder a noção da realidade e da sua identidade, o que dizer de um ator que trabalha, digamos, numa novela, onde é obrigado a agir como outra pessoa por muito mais tempo? Como disse, não é preciso pensar muito para perceber que a crítica é furada. Mas, se você ainda não se convenceu, vou usar um outro argumento mais “estatístico”.

Segundo este site aqui, existem mais de 200 casos (NÃO CONFIRMADOS) de mortes relacionadas ao RPG, só nos E.U.A. Vamos considerar que, nestes casos, as pessoas enlouqueceram por causa do jogo. Atualmente, estima-se que 20 milhões de pessoas já jogaram AD&D em todo o mundo. Se eu multiplicar os 200 casos de morte pelo números de países no mundo todo (192), terei cerca de 38400 casos de morte. Sei, é uma aproximação superestimada e definitivamente ridícula, mas deixe-me prosseguir. Fazendo uma regra de três simples, calculamos que os casos de morte correspondem à 0,02% do número de pessoas que jogaram APENAS D&D. Se eu considerasse outros sistemas, esta porcentagem cairia ainda mais. Com uma cifra tão expressiva, fica realmente claro que o jogo é perigoso e obrigatoriamente deixa louco qualquer um que o jogue (devo alertar que estou sendo irônico aqui).

Poxa, até um rato lobotomizado pode concluir que uma coisa nada tem a ver com outra. Estes casos de loucura pretensamente causadas por RPG tem, obviamente, outro motivo por trás. Da mesma forma que uma pessoa pode surtar com as mais improváveis situações, ela também pode surtar com um joguinho de RPG. Culpa do jogo? Claro que não. Certamente aquela pessoa tinha um histórico que levou àquilo. Não sou um psicólogo, mas eu sei que certos distúrbios mentais não nascem da noite para o dia. É necessário um passado perturbado, uma série de traumas que, um dia, pode culminar com a insanidade.

Bem, encerro aqui minha defesa do RPG. Se alguém quiser discutir sobre algo mais, comenta aí que nóis conversa! Na próxima vez, vou falar das vantagens do jogo. Sim, elas existem e são muitas!

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