Publicado por: Big_DJouse | abril 26, 2007

Sobre animes e, mais precisamente, sobre Berserk

Os animes sempre me atraíram a atenção. Até onde lembro, o primeiro que vi foi o tal do Zillion, que passava na TV aberta há algumas décadas atrás. Não lembro de nada deste desenho, mas é certo que a expressividade dos olhos, característica marcante dos animes, já havia me cativado.
Mais pra frente, toda vez ficava antenado ao ver um “desenho japonês”, cuja exibição era coisa rara naquela época. Fora a já comentada expressividade, a qualidade da animação e, principalmente, a continuidade da história me transformou num fã desta “arte”.
Hoje em dia há trilhões de animes, prontos para serem pescados na internerd. Infelizmente é difícil achar um realmente bom, diferente e instigante. Mas difícil mesmo é encontrar um cuja história o mundo não corra algum tipo de perigo. Nove entre dez animes caem neste clichê. Nada contra ter o mundo perto de ser destruído em uma história ou outra, mas em TODAS é um pouquinho irritante. Ainda mais quando o próprio enredo não ajuda.
Calma, vou chegar no porquê disso tudo. No porquê do post, é claro. Eu sou incapaz de saber qual a tara dos japoneses pela destruição do mundo. Prosseguindo, escrevi esse desabafo acima porque assisti Berserk e odiei o final.
O anime prometia. Contava a história de um mercenário chamado Gutts, que, segundo suas próprias palavras, só sabe usar sua espada (e como sabe). Daí, esse cara é “convidado” a entrar para o bando de mercenários chamado os Falcões, liderado por um tal de Griffith. Eu poderia descrever Griffith como uma mistura de Sun Tzu e Maquiavel, só que sabor morango.
Gutts facilmente consegue se destacar no bando dos Falcões, em parte por ser um exímio guerreiro e em parte por ter a afeição (ui!) de Griffith. O que, no início, causa ciúmes na comandante Caska, que tem profunda admiração por Griffith. Não, Caska é uma mulher mesmo. Não pense que só tem viado na história. Aliás, Gutts deixa Paul Kersey e Harry Callahan para trás em questão de macheza e carnificina. Só Griffith que é meio “alegre”.
Prosseguindo, o anime fica circulando entre o complexo relacionamento entre estes três personagens, enquanto narra a ascensão do bando do Falcão à exército oficial e principal do reino de Midland. É muita história aí, com bons combates, guerras, atos heróicos, conspirações e assassinatos (Maquiavel aprovaria muito esta parte), e relacionamentos que transitam do ódio ao amor. Eu diria perfeito.
Até o penúltimo capítulo. Quando o roteirista se deu conta de que não tinha colocado o mundo em perigo por um motivo qualquer, deve ter enlouquecido: “Mas como pude esquecer do básico? COMO???!?”. Então, para “salvar” sua obra, ele… como poderia dizer de maneira clara sem ser ofensivo… bem, ele fodeu toda a história. Colocou uns deuses que aparecem sabe-se lá de onde que chegam de alhures e simplesmente dizem que Griffith é o escolhido deles para ser o capeta e acabar com o mundo.
Ainda bem que depois dessa o anime acaba. Soube que a história prossegue no mangá, que é muito mais detalhista. Dizem que lá até se explica melhor a aparição destes deuses aí, mas, sinceramente, perdi o gosto pela história. No anime, ela não precisava tomar este rumo tão… imbecil.
Só para constar, os animes que mais gosto são Cowboy Bebop e Samurai Champloo. Coincidentemente em nenhum deles o mundo corre perigo.

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