Publicado por: Big_DJouse | março 5, 2007

Sobre o Ghost Rider

Alguém aí sabe se se numeram colunas? Bah, não importa. Isso aqui nem chega a ser uma coluna de verdade. Vou numerar só para não me perder. E nesta “edição” vou falar sobre O Motoqueiro Fantasma (Ghost Rider) que acabou de sair nos cinemas. Sim, eu disse que o próximo filme era 300, mas danem-se, tive um bom motivo para ir assistir. Motivo este que obviamente não vos interessam. Tem também o fato de que nunca sequer vi um quadrinho do Motoqueiro Fantasma, o que de certa forma me desclassificaria para fazer uma resenha mais elaborada. Mas vou falar assim mesmo. Ah, é bom alertar que, no momento que escrevo, estou pensando seriamente em colocar alguns spoilers… ou até mesmo contar o filme inteiro… não sei, mas estejam avisados.Então… por onde começar? Não, não me diga para começar pelo início, pois eu o perdi. O motivo, mais uma vez, não vos interessam. Bem, comecemos falando do nosso herói então. Johnny Blaze é um dublê que adora macacos… hum, não ficou legal. Vou tentar de novo: Johnny Blaze é um dublê pirado que fez um pacto com o capeta para salvar a vida do seu pai, que mesmo assim morre na cena seguinte. Agora sim, ficou interessante.

Claro que Johnny Blaze fode-se lindamente. Virou propriedade do beiçudo e teve que deixar para trás tudo que lhe era importante. Namorada, amigos… é, só isso. Bem, ele ainda ganhava a maior grana fazendo números de dublê e tinha uma moto bem legal. Não é todo mundo que tem o luxo de foder-se desta maneira.

Aí aparece o Boone de Lost vindo de não sei onde, atrás de não sei o quê. O que, por motivos que também desconheço, irritou profundamente o capeta. E como quem é patrão não suja as mãos, ele manda Johnny Blaze ir lá acabar com eles. É, eles. O Boone chama três capangas que, é óbvio, só irão servir para apanhar do Motoqueiro Fantasma mais para a frente.

Pois bem, o filme resume-se nisto apenas. Sim, os defeitos especiais estão ótimos. O crânio flamejante do Ghost Rider está perfeito e juro que fiquei com vontade de andar numa moto daquelas, deixando um rastro de fogo por onde passasse. As cenas de ação são legais também. Poxa, até o decote da mocinha do filme estava show. Mas ainda assim, faltou algo.

E o que faltou? Não sei se alguém aqui concorda comigo, mas um filme sobre pactos demoníacos e maldições precisa de terror. E de preferência um bom terror psicológico, algo que mostre bem o sofrimento do pobre mortal que fez o contrato com o tinhoso. Pois é, vendo as coisas pela ótica do filme, eu fiquei foi com vontade de encontrar o canho para assinar na linha pontilhada. Certo, a cena lá da prisão, com Johnny desesperado no meio de tantas almas podres, chegou até perto do que eu esperava. Mas é só. O resto só se baseia no visual “cool” do Ghost Rider e sua moto “made in hell”.

Acho que os figurões lá de roliúdi tem um roteiro genérico para seus filmes. Tipo, pegue um romance capenga, junte com cenas de ação impossíveis e legais (mais impossíveis que legais), cole tudo com uma história maluca qualquer e pronto: lá está um “sucesso”. Lamento dizer que O Motoqueiro Fantasma saiu desta fôrma, mas de qualquer maneira, recomendo que assistam. A moto em chamas é muito, mas muito legal.

Agora acho que só volto com esta micro-pseudo-coluna para falar de 300. Ou não. Até lá.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Categorias

%d blogueiros gostam disto: